Para mudar o primeiro passo é solitário

Para mudar o primeiro passo é solitário
Para mudar o primeiro passo é solitário

Para mudar o primeiro passo é solitário – Iniciamos a quinta semana de quarentena aqui no Brasil. Mundo afora o cenário se repete com mais ou menos intensidade. De comum todos os países têm a inexistência do remédio e a incerteza de quanto tempo durará este esforço em reduzir a quantidade de mortos e que a maior parte da população irá adquirir este vírus sem que necessitem de atendimentos hospitalares.

Este cenário pode até ser que permaneça desta forma, mas já indícios de que não serão somente as pessoas acima de 60 anos e aqueles que possuem alguma doença que reduza a capacidade imunológica do organismo humano de reagir ao vírus.

Na verdade, a ciência ainda não tem resposta eficaz e enquanto isso as pessoas estão batendo cabeça pensando, de um lado, da possibilidade de perderem entes queridos ou até elas próprias morrerem, de outro, como irão sobreviver em um futuro econômico sombrio.

Trata-se de um evento coletivo que traz a incerteza como regra e com o passar dos dias está fazendo com que grande parte da população reflita sobre como conduziram suas vidas até agora e passam sentirem a necessidade de realizarem mudanças.

Claro que isto não se dá de forma linear, tanto no tempo quanto na intensidade. Mas de alguma forma uma boa parte da população fará uma reflexão sobre tudo o que está ocorrendo e de que forma sobreviverá a tudo isto.
A mudança sempre foi tema debatido pela sociedade em épocas e em culturas diferentes.

Bernard Shaw, dramaturgo e jornalista irlandês que vive entre os anos de 1850 e 1950, já alardeava que “o progresso é impossível sem mudança. Aqueles que não conseguem mudar as suas mentes não conseguem mudar nada.”

O então presidente americano John Kennedy afirmou que “a mudança é a lei da vida. E aqueles que apenas olham para i passado ou para o presente irão com certeza perder o futuro.”
Certamente se entrarmos na internet muitas e muitas outras fases de pessoas que fizeram história trataram do tema e isto tudo se dá pela angústia natural que a mudança gera em todos nós.

Muitas vezes em minhas palestras usei uma metáfora, que mesmo contrariando a verdade cientifica, sempre ilustrou com eficácia esta aversão do homem à mudança: “um bebe enquanto na barriga da mãe está protegido. Não sente frio e recebe alimentação sem esforço. Quando nasce, diante da perda daquele ambiente seguro e tranquilo se depara com o oxigênio, o frio e tudo o mais e naturalmente chora pela dor da mudança”.

Obvio que não é bem isto mas explica metaforicamente o nosso medo de mudar, a nossa insegurança de sair de um sistema conhecido para algo desconhecido e que vai obrigar a criar novos conceitos, novas formas de relacionamento, novos conhecimentos.

Ninguém sabe ao certo quando tempo isto tudo vai levar mas se tem algo que cada um de nós pode e deveria fazer é ter a perspectiva da mudança presente em nossos pensamentos, em nossas conversas, fazendo um exercício não de futurologia mas sim a realização de um senso pessoal e familiar de quais habilidades cada um possui, quais os conhecimentos dominados e o que poderia ser feito com isto em um mundo novo, uma sociedade alterada pelas consequências sócias da pandemia.

Junho – 2020

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Autor:
Rolar para cima