14º. dia de quarentena. Até quando?

14º. dia de quarentena. Até quando?
14º. dia de quarentena. Até quando?
14º. dia de quarentena. Até quando? – Hoje, dia 30.03.2020, uma segunda-feira, estou no 14º dia de isolamento social e já pela manhã uma notícia ruim da morte de um colega que jogava de tênis na mesma academia. Honestamente estou tentando manter a concentração no trabalho, mas me pego algumas vezes pensando o que nos espera para os próximos dias, afinal não tenho a certeza de que terei cliente para pagar pelos serviços de advocacia. Acabei de falar com minha esposa sobre o que será de todos, do medo que já começa a aparecer. Concluímos que a única certeza é que a nossa vida e da maioria das pessoas vai virar de ponta-cabeça. Para piorar, ao assistir os noticiários e ler os principais jornais, sou bombardeado pela fatal de liderança em nosso País, exceto a equipe da saúde que vem fazendo um trabalho de alto nível mas que mesmo assim precisa todo dia reforçar suas orientações e tudo pelo bate-boca de nossos líderes políticos. Já somos um Estado desorganizado onde o setor público se apropriou da renda dos impostos em benefício próprio como demonstrou os significativos aumentos salarias em plena crise econômica. Do Governo em geral podemos esperar quase nada, exceto discursos desencontrados demonstrando claramente que os Estadistas sumiram e derem lugar ao interesse patrimonial de grupos de interesses. Na indústria estamos vendo empresas buscarem alternativas de manterem seus empregados como forma de sobreviverem em condições de retomarem seus negócios. Fica a dúvida de quanto tempo conseguirão manter esta colaboração sem faturamento ou com custos acima do projetado. O agronegócio segue firme, com alguns cuidados, mas este não tem como parar até porque seus produtos precisam ser colhidos ou processados sob pena de se perderem, mas certamente terão dificuldades de escoamento por conta da drástica redução no consumo como um todo, em especial bares, restaurantes, eventos e tudo o mais que consomem seus produtos além da residência de cada cidadão. O comercio e o setor de serviços paralisado em especial porque é de sua essência a interação pessoal como mola propulsora do consumo. Particularmente não possuo conhecimentos que me permitam desenvolver estudo econômico e social para buscar entender o presente e com isto extrair conclusões do que me espera mais adiante. Resta esperar e que aos fatos diários permita a extração de conclusões próprias para virar o jogo quando tudo voltar ao normal. Em resumo, não sei do futuro e muito menos de qual será o novo “normal”, mas certamente vamos ter que trabalhar duro para superar os novos desafios.
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Autor:
Rolar para cima